Há alguns dias, um grupo de jovens precariamente orientados, quis se instalar sem nada terem adquirido, na área serena e pacífica da parte elevada do Banco da Vitória.
Os moradores do lugar, possuem como companhia constante de vida, o silêncio e a paz do concerto dos sabiás, dos sanhaçus, dos papa-capins, dos sangues-de-boi, dos sete-cores e de alguns visitantes.
Desse modo, estando a ordem estremecida, várias intervenções, competentes e indispensáveis, da Polícia, ocorreram. E alguns conflitos com final dramático, também.
Agora, de volta a paz. Junto com uma admiração e respeito pela maneira comedida e sábia como agiram as forças da lei, que possuíam, mas não usaram, seu poder para aniquilar de uma vez os causadores da desordem.
O grupo dos nomeados "bandidos", não passava de um ajuntamento de adolescentes, ou pouco mais que isso, com corpos mal nutridos e mentes vazias, ou com algumas imagens vagas de Rambos ou de bandidos enlouquecidos pela miséria das grandes cidades. Felicidade que a Polícia tem conhecimento de tudo, e possui o tesouro da sabedoria e consequente comedimento nesses momentos dramáticos em que expoem suas vidas de pais de família.
Os mansos, os pacíficos, continuam com suas casinhas modestas, suas famílias, seus amigos, e suas vidinhas mágicas, equilibradas em coisas pouquinhas, prontos para partilhar o pãozinho pouco do pratinho de comida com outras crianças desesperadas que por acaso apareçam.
