terça-feira, 18 de agosto de 2015
Abassá Kalundê Kalun Gerê de Omolu Filho, Uma surpresa na tarde
Tardinha, lá pelas quatro e meia - Pouco mais, pouco menos.
Um batuque, batuque afro, sem dúvida. Um que andava, andava e vinha.
Nada se esperava, salvo um grupinho maluco qualquer com tambores.
Mas, súbito, lindos rostos morenos de senhoras de meia a mais idade.
E aquele branco, o dos vestidos longos, limpíssimos, encanto de doer nas vistas.
Sobre as cabeças, bandejas enormes repletas de cores, como um bordado de Sergipe, ou um chão de contas, dessas das menininhas que brincam de bonecas.
Na verdade, tabuleiros de frutas, das doces frutas da doce Ilhéus.
Oferendas, era o que eram. A etnia predominante do lugar festejava, festa de uma tradição de longe no tempo, de longe no espaço - Falava a Africa.
Era o
Abassá Kalundê Kalun Gerê
de Omolu Filho
Havia mesmo só beleza. Beleza dos jovens, cheios de energia, de vigor, a torrar o meio com o calor da tesão, e o encanto avassalador das idosas senhoras, semblantes serenos, sábios, beleza encantadora.
Meu contato único, agradável contato, com um grupo de candomblé de Banco da Vitória. Passaram bem ao ladinho de meu lugar, e fui honrado, para deleite e orgulho, com alguns cumprimentos.
Surpresas assim ricas de encantamento acontecem vez ou outra na vida.
As fotos foram apressadas, sem melhores ajustes de câmera - por si só limitada - e o fotógrafo nem de longe se assemelha sequer a profissional mais modesto. Mas vejam, por gentileza ou por curiosidade.
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