terça-feira, 18 de agosto de 2015

BANCO DA VITÓRIA

Comunidade Iraque - Banco da Vitória

Os moradores da comunidade denominada Iraque estão alarmados com os assaltos que tem ocorrido nas manhãs do pobre lugar. Assaltantes armados, tirando vantagens da falta de policiamento, tem assaltado e roubado pessoas pacatas, simples e pobres dentro de seus modestos lares.

E o pior está ainda por vir. Vários moradores estão se armando como podem para protegere suas famílias. Haverá confronto, com as perdas habituais de vidas.

E os bandidos continuam passeando pelo lugar, impunes. Passeiam à luz do dia, sem sequer esconderem a cara. Os moradores ficam aterrorizados e quem pode vai embora. 

O clima aqui é de verdadeiro terror, e o povo comenta aos quatro ventos, fala dos "bons tempos" de quando havia apenas traficantes, que jmais incomodaram realmente as pessoas.

Banco da Vitória é proverbial lugar de festas, não de violência. Aqui, as festas se sucedem com apenas diversão para os jovens e tormento para os idosos com dificuldade para dormir. E só. Todo o mal de Banco da Vitória está na música nojenta que polui e tira sossego. No mais, o lugar era de paz até bem pouco tempo atrás.


 

Abassá Kalundê Kalun Gerê de Omolu Filho, Uma surpresa na tarde


17 de agosto de 2015.

Tardinha, lá pelas quatro e meia - Pouco mais, pouco menos.

Um batuque, batuque afro, sem dúvida. Um que andava, andava e vinha.
Nada se esperava, salvo um grupinho maluco qualquer com tambores.

Mas, súbito, lindos rostos morenos de senhoras de meia a mais idade.
E aquele branco, o dos vestidos longos, limpíssimos, encanto de doer nas vistas.
Sobre as cabeças, bandejas enormes repletas de cores, como um bordado de Sergipe, ou um chão de contas, dessas das menininhas que brincam de bonecas.
Na verdade, tabuleiros de frutas, das doces frutas da doce Ilhéus.
Oferendas, era o que eram. A etnia predominante do lugar festejava, festa de uma tradição de longe no tempo, de longe no espaço - Falava a Africa.

Era o

Abassá Kalundê Kalun Gerê 

de Omolu Filho


Preconceitos bobos como são os preconceitos pipocavam como risos às margens do caminhozinho simples como os que o trilhavam - Conflito entre os da mesma origem: os que ostentam felizes os costumes e valores ancestrais e os que abraçaram, sem sequer se perguntar como, verdades de um outro mundo, de um outro povo.

Havia mesmo só beleza. Beleza dos jovens, cheios de energia, de vigor, a torrar o meio com o calor da tesão, e o encanto avassalador das idosas senhoras, semblantes serenos, sábios, beleza encantadora.

Meu contato único, agradável contato, com um grupo de candomblé de Banco da Vitória. Passaram bem ao ladinho de meu lugar, e fui honrado, para deleite e orgulho, com alguns cumprimentos.

Surpresas assim ricas de encantamento acontecem vez ou outra na vida.

As fotos foram apressadas, sem melhores ajustes de câmera - por si só limitada - e o fotógrafo nem de longe se assemelha sequer a profissional mais modesto. Mas vejam, por gentileza ou por curiosidade.